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Programação

Confira a programação já confirmada para 2010 e os resumos das primeiras palestras:


  • 03 de março de 2010
    Astrobiologia: Estamos sós?
    Gustavo F. Porto de Mello (OV- UFRJ)

    Resumo: A possibilidade de existência de vida extraterrestre é uma das mais antigas e fascinantes questões filosóficas e científicas da Humanidade. Esta permanece ainda altamente especulativa, na medida em que conhecemos apenas um local no Universo que apresenta o fenômeno vida. A própria definição precisa do que é efetivamente a vida escapa até o momento da Ciência. Recentemente, a descoberta de centenas de planetas em outras estrelas, juntamente com resultados espetaculares da exploração de nosso Sistema Solar por sondas robóticas, deu um novo fôlego à discussão da possibilidade de vida em outros corpos do Sistema Solar e também em outros sistemas estelares próximos. Nesta palestra discutimos o problema geral da Astrobiologia à luz do que conhecemos sobre a evolução da vida complexa na Terra, e apresentamos os critérios gerais postulados para o desenvolvimento de vida e as condições para a habitabilidade planetária. Discutimos particularmente os casos de Marte e Vênus, planetas bem conhecidos os quais mesmo possuindo características semelhantes às da Terra aparentemente fracassaram como sítios viáveis para o desenvolvimento da vida como nós conhecemos. Finalizamos descrevendo projetos que poderiam levar à detecção remota de vida em sistemas planetários extra-solares dentro dos próximos 15 anos.

  • 07 de abril de 2010
    Brasil, um estado laico ?
    Roseli Fischmann (FE-USP & Univ. Metodista de São Paulo)


    Resumo: Com a República iniciou no Brasil o regime de separação entre o Estado e as religiões, reiterado historicamente e também na Constituição Federal de 1988. A partir de novembro de 2006 e em 2007, intenso debate tomou a sociedade civil, incluindo a comunidade científica, frente a gestões da Santa Sé junto ao governo para que fosse assinado acordo bilateral. Quando da visita do papa, em maio de 2008, o presidente Lula afirmou que nada assinaria, por ser o Brasil um Estado laico, sendo louvado pelo gesto. Contudo, 18 meses depois, o presidente e uma comitiva visitaram o Vaticano, sendo ali assinado o mencionado acordo. Trata-se de concordata que viola o princípio da laicidade do Estado, com graves repercussões para a cidadania. Em 2009 houve a aprovação do acordo na Câmara Federal, em votação simbólica, em sessão tumultuada, depois de meses de debates conflituosos, incluindo projeto de Lei Geral das Religiões, em tramitação no Senado. No Senado, foi aprovado em 2 horas. Em 10 de dezembro foi ratificado no Vaticano, pelo Embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Qual laicidade vigora hoje no Brasil? Como a educação sofre as conseqüências, no tema do ensino religioso nas escolas públicas?  E a ciência?

  • 05 de maio de 2010
    Os sons da floresta
    Mario Eric Cohn-Haft (INPA)

    Resumo: O ser humano geralmente só acredita vendo.  Mas para muitos animais, os outros sentidos têm uma importância maior.  A bioacústica é a área da ciência que estuda os sons dos animais, permitindo fazer perguntas como:  “Porque passarinho canta?", “Cada espécie faz um barulho diferente?", “O que estão dizendo?".  Na floresta tropical, com tantas espécies gritando, existe ordem na gritaria ou é como uma torre de babel?  Com exemplos da Amazônia brasileira, vamos explorar essas perguntas.  Além disso, o reconhecimento recente da variabilidade vocal em pássaros e sapos, por exemplo, está nos mostrando uma diversidade oculta—espécies que parecem iguais visualmente, mas cantam diferente e não se reconhecem e nem se assemelham genéticamente.  Isso nos leva a concluir que a floresta amazônica, já universalmente reconhecida como detentora da maior biodiversidade do planeta, contém muito mais diversidade de espécies do que reconhecíamos antes de escutar a fauna.  Também, vamos examinar o papel dos sons da natureza na inspiração musical humana e ser provocados a pensar sobre como valorizar essa contribuição da natureza para a nossa qualidade de vida.


  • 02 de junho de 2010
    A Matemática do cotidiano
    Marco Moriconi (IF-UFF)

    Resumo: O mundo em que vivemos é, sem dúvida, um mundo matemático: basta prestarmos atenção aos objetos que nos rodeiam e veremos que, hoje em dia, convivemos com toda sorte de aplicações das leis da física, que são descritas em linguagem matemática: nos aparelhos eletrônicos que usamos, como computadores e celulares, nas máquinas e nos fenômenos naturais. Mas esta não é a única aparição da matemática no nosso dia-a-dia. Claro que muitos pensam em aplicações de matemática no mundo real no uso da aritmética ao fazermos contas com dinheiro, por exemplo. Mas a matemática está presente muitas vezes de forma inesperada, escondida, sem nos darmos conta, de muitas outras formas. Nesta palestra faremos uma espécie de passeio, mostrando que existem ideias matemáticas interessantes nas mais diversas situações. Veremos que a divisão de um bolo entre dois amigos, um problema com o qual muitos de nós já nos deparamos, envolve uma ideia simples, e que a sua generalização requer ideias novas. Discutiremos algumas ideias da criptografia, que permite que façamos operações seguras pela internet, e analisaremos até mesmo as limitações matemáticas dos sistemas eleitorais utilizados na eleição de políticos. O objetivo é mostrar que a matemática serve para explicar muito do que acontece no mundo ao nosso redor, mas que também existem ideias matemáticas extremamente interessantes na simplicidade do cotidiano.

  • 07 de julho de 2010
    Rios Voadores
    Pedro Leite da Silva Dias (LNCC)

  • 04 de agosto de 2010
    Miragens gravitacionais e a busca pela matéria e energia escura
    Martin Makler (CBPF)

  • 01 de setembro de 2010
    Experimentação Animal
    Octavio Augusto França Presgrave (FIOCRUZ)

  • 06 de outubro de 2010
    Exploração do petróleo na camada do pré-sal
    Adilson de Oliveira (IE-UFRJ)

  • 03 de novembro de 2010
    Proteínas: De volta para o futuro
    Gilberto Domont (IQ-UFRJ)

  • 01 de dezembro de 2010
    Museu Vivo da Amazônia - MUSA
    Enio Candotti (UEA)


Confira a programação ocorrida em 2009 e os resumos das primeiras palestras:


  • 04 de março de 2009
    Uma breve história do Universo
    Dr. Rogério Rosenfeld (Instituto de Física Teórica - UNESP)

    Resumo: Estamos vivendo uma era de grandes descobertas com relação ao nosso vasto Universo. De fato, somos a primeira geração na Terra a possuir capacidade tecnológica para estudar cientificamente a estrutura, evolução e composição de nosso Universo. As observações obtidas nos últimos anos revelam surpresas ainda não totalmente compreendidas pela comunidade científica. Nessa palestra abordaremos os avanços nessa área e descreveremos um modelo para a evolução do Universo a partir de um estado muito quente e denso. Esse modelo, denominado Big Bang, é bem testado a partir dos primeiros minutos de sua existência. No entanto, épocas ainda mais próximas a um possível instante inicial não foram testadas e são assuntos de teorias especulativas, que serão brevemente mencionadas.

  • 01 de abril de 2009
    Nascente do Amazonas
    Paulo Roberto Martins

  • 06 de Maio de 2009
    Clima Espacial: o que temos a ver com isso?
    Dr. Clezio Marcos Denardini (Divisão de Aeronomia - INPE)

    Resumo: Se você já ligou no canal do tempo para verificar a previsão do tempo e decidir se deve ou não levar o guarda-chuva ao sair de casa, possivelmente você é uma pessoa prevenida e eu recomendo que você assista a esta palestra. Hoje em dia, nossos carros possuem sistema de navegação por satélite. Propagandas na TV insistem que este é um item indispensável nas viagens e nas grandes cidades. Aviões usam esta técnica para mostrar em telões localizados a bordo onde você está agora. Rebocadores de plataformas de petróleo posicionadas ativamente usam o sistema de navegação por satélite para se posicionarem. Em fim, não é querer comparar a popularidade dos equipamentos de orientação por satélites com o café pingado paulistano, mas estes equipamentos parecem estar cada vez mais entrando em nosso cotidiano. Então, como saber se estes sistemas de orientação por satélites estão funcionando adequadamente? Estarão corretos dentro das próximas horas, ou dias? A resposta para estas perguntas é simples: pesquisa científica e modelos capazes de prever fenômenos espaciais que afetem o ambiente onde os satélites estão localizados.

    Felizmente, as pesquisa científica começou há mais de 40 anos no Brasil e, recentemente, começamos um programa de estudo e monitoramento do clima espacial no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Nesta palestra esclareceremos o que é o Clima Espacial, mostraremos algumas respostas do ambiente espacial às contínuas mudanças dos fenômenos solares (atividade solar). Falaremos do comportamento do Sol, do espaço interplanetário, do campo magnético terrestre (Magnetosfera) e da natureza da atmosfera. Mostraremos explosões e ejeções solares que injetam grande quantidade da massa e energia no meio interplanetário, formando o vento solar e seus transientes, alcançando a Terra e provocando tempestades geomagnéticas. E, por fim, apresentamos os produtos que estão disponíveis em português na internet para que o cidadão brasileiro acompanhe as previsões do clima espacial.

    Clique aqui e assista esta palestra em tempo real. Não é necessário software específico, basta usar o navegador.

  • 01 Julho de 2009
    Buracos Negros: rompendo os limites da ficção
    Dr. George Emanuel Avraam Matsas (Instituto de Física Teórica - UNESP)

  • 05 de agosto de 2009<br> O livro dos mortos
    Dr. Antonio Brancaglion Jr (Museu Nacional-UFRJ)

  • 07 de novembro de 2009
    Ossos contam histórias
    Sheilla M. F. Mendonça de Souza

  • 04 de novembro de 2009
    LHC
    Erica Polycarpo




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