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[ PROJETOS ] - Ciência às seis e meia |
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Programação
Confira a programação de 2011:
- 06 de abril de 2011
Grafeno: a folha mais fina do mundo
Tatiana G. Rappoport (IF- UFRJ)
Resumo: O grafeno, uma folha feita por apenas uma camada de átomos de Carbono, é um material impressionante e tem despertado um enorme interesse dos Físicos desde sua descoberta em 2004. Devido à sua estrutura, os elétrons dentro do grafeno se comportam como se fossem relativísticos e não tivessem massa. Esse comportamento faz com que o grafeno tenha propriedades elétricas muito particulares e permite a observação de fenômenos físicos a temperatura ambiente que só haviam sido observados à temperaturas muito baixas. Além disso, o grafeno também é transparente e altamente resistente, o que em conjunto com suas propriedades elétricas, faz dele um forte candidato a substituir os semicondutores tradicionais e revolucionar a industria de eletrônicos. O mais curioso é que apesar das suas características não usuais e de ter sido observado pela primeira vez em 2004, ele é um material bastante familiar. Ele pode ser obtido através do grafite, aquele mesmo que usamos em lápis e lapiseiras.
Nesta palestra explicaremos o curioso método de separação de uma única folha de grafeno do grafite. Também apresentaremos as principais
propriedades desse material, os fenômenos observados neste sistema que mais chamaram a atenção dos físicos e as possíveis utilidades deste novo material na industria de eletrônicos.
04 de maio de 2011
Feitiços e a medicina alternativa
Franklin David Rumjanek (UFRJ)
Resumo: Como dizia Carl Sagan, devemos sempre desconfiar daquilo que nos parece muito óbvio. Se um dia pareceu óbvio que a Terra era plana, a experimentação oportunamente destruiu essa imagem. Desse modo é muito importante, antes de aceitar um argumento prima facie, perguntar se o fato em discussão já passou pelo crivo dos números. Frequentemente, noções que supostamente estão solidamente incrustadas no ideário popular ali estão por pura sugestão, ou por pressão de grupo e não resistem a um estudo bem controlado. Não é a toa que o moto da Royal Society é Nulliusin verba, o que traduzido livremente quer dizer: não aceite nada somente pela palavra; é preciso validar o fato por meio da experimentação. Nesse espírito, uma grande parcela da chamada medicina alternativa clama por verificações mais rigorosas, como é o caso da homeopatia, medicina ortomolecular, e tantas outras especialidades que tentam introduzir atalhos perigosos no cuidado da saúde. Nessa palestra alguns desses estudos serão discutidos além de inquirir por que somos tão crédulos quando a promessa da juventude eterna se apresenta diante de nós.
01 de Junho de 2011
Cheirando moléculas e fazendo história: a química dos aromas
Claudia Moraes de Rezende (UFRJ)
Resumo: O objetivo deste encontro é dar uma volta pela história dos aromas e odores ao longo do desenvolvimento da humanidade, enfocando o uso de aromatizantes para o embelezamento, a cura de doenças ou na alimentação.
Através da conexão entre a história e a química, numa linguagem simples, dinâmica e através de exemplos reais de perfumes e produtos ativos, os participantes poderão "cheirar" a história, alguns alimentos e conhecer as moléculas responsáveis pelos cheiros que fazem nosso dia-a-dia e mantém nossa lembrança olfativa.
06 de Jullho de 2011
O acidente de Fukushima e o futuro da energia nuclear
Aquilino Martinez (Coppe-UFRJ)
Resumo: No ano em que se comemora o centenário da descoberta do núcleo atômico, os acidentes ocorridos nas usinas nucleares de Fukushima reacendem o debate sobre o uso da energia nuclear para fins de geração de eletricidade. O uso da energia nuclear desperta grande debate entre grupos francamente favoráveis ao seu uso e outros radicalmente contra.
Nesta palestra, será apresentado um breve histórico da energia e suas aplicações nos diversos setores da sociedade, em particular os prós e contras do uso da energia nuclear para fins de geração de eletricidade. Serão discutidos grandes acidentes ocorridos em usinas nucleares, com destaque para o acidente de Fukushima, com base na atual dependência mundial dessa fonte de energia, nas novas gerações de reatores nucleares e na aceitação pública de sua utilização.
03 de Agosto de 2011
A política brasileira no governo Dilma: mudança ou continuidade?
Fabiano Santos (IESP-UERJ)
Resumo:O que mudou e o que permanece na política brasileira após a vitória de Dilma Rousseff no pleito presidencial de 2010? Em um primeiro momento, analistas realçavam deslocamentos havidos na postura do governo diante de certas questões, como direitos humanos e meio-ambiente, como sinais visíveis de que novos tempos marcariam a administração da primeira mulher presidenta no país vis-à-vis seu antecessor, o presidente Lula. Contudo, na esteira da crise que desembocou na queda do Ministro da Casa Civil Antonio Palocci, e, antes disso, com a derrota do governo ou parte dele, na votação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, conflitos importantes entre partidos aliados e no seio do principal partido governista, o PT, vêm a tona, conflitos que expressam fragilidades e área sensíveis de atuação do governo em seu conjunto. Ao mesmo tempo, programas importantes na área social continuam a marcar a gestão petista, assim como o manejo pragmático da macroeconomia. Afinal, qual o diagnóstico que podemos fazer do desempenho da presidenta Dilma até o momento? Quais são as perspectivas para os próximos anos em termos de condução de políticas públicas, da economia e do quadro partidário? Estas são as questões em tornos das quais a palestra visa sugerir linhas de análise.
14 de Setembro de 2011 Pesquisa com seres humanos
Reinaldo Guimarães
Resumo:A palestra tratará de expor os aspectos mais relevantes envolvidos na modalidade de pesquisa que se denomina corretamente de "pesquisa clínica". Discutirá a sua relevância mundial e a situação atual no Brasil. Finalmente, discutirá os dilemas morais envolvidos na questão e as ferramentas regulatórias desenvolvidas para lidar com os mesmos.
5 de Outubro de 2011
Christiaan Huygens, a Helena da Geometria e o tempo aprisionado
Carlos Farina ( IF - UFRJ)
Resumo: O matemático, físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens
desenvolveu uma obra fascinante, com observações de Saturno, estudos
sobre mecânica, em particular sobre pêndulos, e estudos sobre ótica.
Huygens passou décadas de sua vida tentando aprimorar cronômetros
marítimos.
Aprisionar o tempo com precisão era crucial para a medição da
longitude, tão necessária para as navegações da época. Descrevemos
como Huygens construiu um pêndulo isócrono (de período independente da
amplitude) pois achava que isso seria muito útil para o funcionamento
dos relógios de pêndulo em alto mar. Huygens não teve êxito em suas
tentativas iniciais, mas acabou beneficiado pelo acaso. Em 1658, o
filósofo, matemático e físico francês Blaise
Pascal foi acometido por uma forte dor de dente que só diminuiu depois
que ele resolveu vários problemas sobre a ciclóide, curva conhecida
como "Helena da Geometria", tantas foram as disputas causadas por ela
entre os geômetras. Relataremos como a dor de dente de Pascal mudou o
curso da história, levando Huygens à construção de um pêndulo
isócrono. Trata-se de um episódio fascinante da história da ciência
onde não só a genialidade e o trabalho árduo de um cientista estiveram
presentes, mas também o acaso conspirou a favor.
9 de Novembro de 2011
Astronomia x Astrologia : os astros influenciam no nosso dia-a-dia?
Carlos Alexandre Wuensche (INPE)
Resumo:Há alguma evidência científica de que os astros podem revelar
aspectos ocultos de nossa personalidade ou influenciar nosso
comportamento, cotidiano e destino? A astrologia pode ser considerada
uma ciência, no sentido moderno dessa palavra? É possível testar, sob
condições controladas, as previsões feitas por horóscopos e mapas
astrais? Se sim, o que dizem os resultados desses experimentos? Essas
são algumas das perguntas que pretendemos responder nessa
apresentação, mostrando as diferenças entre as duas áreas de
conhecimento.
7 de Dezembro de 2011
Mistério sob o gelo- pesquisas de fósseis na Antártida
Alexander Kellner (MN-UFRJ)
Resumo: Ninguém tem dúvidas que a Antárrtica é uma das últimas fronteiras do nosso planeta ainda não totalmente conquistadas pelo homem. Conhecido como o continente dos superlativos- o mais seco, o mais frio, o que contem a mais espessa camada de gelo e o mais misterioso - a Antártica tem sido alvo de diversas cobiças. No momento, todas as pretensões territorialistas estão "congeladas" pelo Tratado de Madri, fazendo com que o continente seja alvo apenas de pesquisas científicas.
Nesse sentido, no verão antártico de 2006/2007, uma equipe reunindo sete pesquisadores e dois alpinistas chegaram à Ilha James Ross. Durante 37 dias acampados na ilha, longe da base brasileira e do navio, obstinação e disciplina fizeram com que essa equipe coletasse mais de duas toneladas e meia de material revelando o ecossistema que existia na região há 70 milhões de anos, bem diferente do atual.
A verdadeira aventura dessa pesquisa, que deu origem ao romance Mistério sob o Gelo (Editora Rocco), será apresentada nessa palestra.
Confira o que aconteceu em 2010 e os resumos das palestras:
- 03 de março de 2010
Astrobiologia: Estamos sós?
Gustavo F. Porto de Mello (OV- UFRJ)
Resumo: A possibilidade de existência de vida extraterrestre é uma das mais antigas e fascinantes questões filosóficas e científicas da Humanidade. Esta permanece ainda altamente especulativa, na medida em que conhecemos apenas um local no Universo que apresenta o fenômeno vida. A própria definição precisa do que é efetivamente a vida escapa até o momento da Ciência. Recentemente, a descoberta de centenas de planetas em outras estrelas, juntamente com resultados espetaculares da exploração de nosso Sistema Solar por sondas robóticas, deu um novo fôlego à discussão da possibilidade de vida em outros corpos do Sistema Solar e também em outros sistemas estelares próximos. Nesta palestra discutimos o problema geral da Astrobiologia à luz do que conhecemos sobre a evolução da vida complexa na Terra, e apresentamos os critérios gerais postulados para o desenvolvimento de vida e as condições para a habitabilidade planetária. Discutimos particularmente os casos de Marte e Vênus, planetas bem conhecidos os quais mesmo possuindo características semelhantes às da Terra aparentemente fracassaram como sítios viáveis para o desenvolvimento da vida como nós conhecemos. Finalizamos descrevendo projetos que poderiam levar à detecção remota de vida em sistemas planetários extra-solares dentro dos próximos 15 anos.
- 07 de abril de 2010 (adiado)
Brasil, um estado laico ?
Roseli Fischmann (FE-USP & Univ. Metodista de São Paulo)
Resumo: Com a República iniciou no Brasil o regime de separação entre o Estado e as religiões, reiterado historicamente e também na Constituição Federal de 1988. A partir de novembro de 2006 e em 2007, intenso debate tomou a sociedade civil, incluindo a comunidade científica, frente a gestões da Santa Sé junto ao governo para que fosse assinado acordo bilateral. Quando da visita do papa, em maio de 2008, o presidente Lula afirmou que nada assinaria, por ser o Brasil um Estado laico, sendo louvado pelo gesto. Contudo, 18 meses depois, o presidente e uma comitiva visitaram o Vaticano, sendo ali assinado o mencionado acordo. Trata-se de concordata que viola o princípio da laicidade do Estado, com graves repercussões para a cidadania. Em 2009 houve a aprovação do acordo na Câmara Federal, em votação simbólica, em sessão tumultuada, depois de meses de debates conflituosos, incluindo projeto de Lei Geral das Religiões, em tramitação no Senado. No Senado, foi aprovado em 2 horas. Em 10 de dezembro foi ratificado no Vaticano, pelo Embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Qual laicidade vigora hoje no Brasil? Como a educação sofre as conseqüências, no tema do ensino religioso nas escolas públicas? E a ciência?
- 05 de maio de 2010
Os sons da floresta
Mario Eric Cohn-Haft (INPA)
Resumo: O ser humano geralmente só acredita vendo. Mas para muitos animais, os outros sentidos têm uma importância maior. A bioacústica é a área da ciência que estuda os sons dos animais, permitindo fazer perguntas como: “Porque passarinho canta?", “Cada espécie faz um barulho diferente?", “O que estão dizendo?". Na floresta tropical, com tantas espécies gritando, existe ordem na gritaria ou é como uma torre de babel? Com exemplos da Amazônia brasileira, vamos explorar essas perguntas. Além disso, o reconhecimento recente da variabilidade vocal em pássaros e sapos, por exemplo, está nos mostrando uma diversidade oculta—espécies que parecem iguais visualmente, mas cantam diferente e não se reconhecem e nem se assemelham genéticamente. Isso nos leva a concluir que a floresta amazônica, já universalmente reconhecida como detentora da maior biodiversidade do planeta, contém muito mais diversidade de espécies do que reconhecíamos antes de escutar a fauna. Também, vamos examinar o papel dos sons da natureza na inspiração musical humana e ser provocados a pensar sobre como valorizar essa contribuição da natureza para a nossa qualidade de vida.
- 02 de junho de 2010
A Matemática do cotidiano
Marco Moriconi (IF-UFF)
Resumo: O mundo em que vivemos é, sem dúvida, um mundo matemático: basta prestarmos atenção aos objetos que nos rodeiam e veremos que, hoje em dia, convivemos com toda sorte de aplicações das leis da física, que são descritas em linguagem matemática: nos aparelhos eletrônicos que usamos, como computadores e celulares, nas máquinas e nos fenômenos naturais. Mas esta não é a única aparição da matemática no nosso dia-a-dia. Claro que muitos pensam em aplicações de matemática no mundo real no uso da aritmética ao fazermos contas com dinheiro, por exemplo. Mas a matemática está presente muitas vezes de forma inesperada, escondida, sem nos darmos conta, de muitas outras formas. Nesta palestra faremos uma espécie de passeio, mostrando que existem ideias matemáticas interessantes nas mais diversas situações. Veremos que a divisão de um bolo entre dois amigos, um problema com o qual muitos de nós já nos deparamos, envolve uma ideia simples, e que a sua generalização requer ideias novas. Discutiremos algumas ideias da criptografia, que permite que façamos operações seguras pela internet, e analisaremos até mesmo as limitações matemáticas dos sistemas eleitorais utilizados na eleição de políticos. O objetivo é mostrar que a matemática serve para explicar muito do que acontece no mundo ao nosso redor, mas que também existem ideias matemáticas extremamente interessantes na simplicidade do cotidiano.
- 07 de julho de 2010
Rios Voadores
Pedro Leite da Silva Dias (LNCC)
- Resumo:A chuva numa determinada região retira água da atmosfera. Dois processos repõem a água nessa região: (a) evaporação e (b) transporte de outra região. Em algumas regiões, o transporte é mais importante e pode ocorrer predominantemente de uma certa direção e confinado horizontal e verticalmente. São essas regiões de fluxo concentrado de umidade que recebem a denominação de “rios voadores”. O transporte de umidade entre a Bacia Amazônica e do Prata é dominado por um “rio voador” caracterizado por ventos intensos entre a superfície e 3000m de altitude e concentrado em cerca de 1500m. Esse “rio voador” exerce papel fundamental no balanço de água da Bacia do Prata tanto no verão como no inverno. Mas é no verão que toma características mais intensas. Sofre durante o verão mudanças de posição que são moduladas em ciclos de aproximadamente 20 a 60 dias oscilando entre a direção predominante de N/S ou de NW/SE. Será feito um histórico dos estudos sobre esse “rio voador”, sua importância regional e uma comparação com outros “rios voadores”.
- 04 de agosto de 2010
Miragens gravitacionais e a busca pela matéria e energia escura
Martin Makler (CBPF)
- Resumo: Ao contrário do que muita gente pensa, a luz nem sempre anda em linha reta. A trajetória de luz é desviada por um campo gravitacional, fato previsto pela Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein e que foi observado pela primeira vez durante um eclipse de Sol em Sobral (Ceará) e na Ilha de Príncipe, em 1919. Graças a esse efeito, objetos muito massivos podem atuar como lentes, distorcendo a forma de objetos distantes, ou até criando imagens múltiplas - objetos conhecidos como “miragens gravitacionais". Nas últimas décadas inúmeros efeitos de lenteamento gravitacional têm sido observados, cobrindo uma ampla gama de escalas de massa e distância, incluindo de planetas até a estrutura do Universo em grandes escalas. Algumas aplicações
astrofísicas das lentes gravitacionais incluem a descoberta de planetas extra-solares, o estudo de galáxias distantes e a medida da taxa de expansão do Universo. Por depender apenas da geometria do espaço-tempo, o efeito de lente gravitacional proporciona ferramentas únicas para estudar duas componentes invisíveis que dominariam o conteúdo energético-material do Universo: a matéria escura e a energia escura. Além disso, o efeito de lente gravitacional pode ser usado para testar a própria teoria da gravidade. Partiremos de uma breve introdução histórica até discutir algumas aplicações atuais das lentes gravitacionais, com foco na matéria e energia escuras. Daremos particular ênfase às perspectivas da descoberta e utilização
de arcos gravitacionais e outros efeitos de lente no projeto Dark Energy Survey, que tem participação brasileira ativa através do consórcio DES-Brazil e deve entrar em operação em 2011. Também mostraremos resultados preliminares obtidos com tempo brasileiro no telescópio SOAR e as perspectivas para outros projetos internacionais com participação brasileira, como o Sloan Digital Sky Survey que já está em desenvolvimento.
- 01 de setembro de 2010
Experimentação Animal
Octavio Augusto França Presgrave (FIOCRUZ)
- Resumo: A experimentação animal tem sido utilizada desde os mais remotos tempos para estudos anatômicos e fisiológicos. Com o avanço do conhecimento científico, muitas técnicas foram sendo aprimoradas e a utilização de animais na pesquisa científica proporcionou grandes avanços nas áreas médicas, biológicas e das ciências de uma forma geral. A partir do século XVIII surgiram idéias e propostas contrárias ao uso de animais. Em 1959, com a introdução do conceito dos 3Rs (Replacement, Refinement and Reduction - Substituição, Refinamento e Redução), a idéia da não utilização de animais para fins científicos e didáticos foi popularizada. No início da década de 1980 aumentou a pressão de defensores dos direitos dos animais contra o uso de coelhos pelas indústrias de cosméticos européias. Atualmente, a experimentação animal permanece necessária em áreas onde ainda não é possível substituir o uso de animais. A palestra discutirá questões como bioética, a existência de diversos grupos no mundo trabalhando na pesquisa de métodos alternativos, as Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs), obrigatórias em todas as instituições de ensino e pesquisa, O processo de validação e outras questões relativas ao planejamento dos experimentos, endo em vista a necessidade de encontrar alternativas à experimentação animal, que ainda parece necessária em vários campos da ciência.
- 06 de outubro de 2010
Exploração do petróleo na camada do pré-sal
Adilson de Oliveira (IE-UFRJ)
- Resumo: A experimentação animal tem sido utilizada desde os mais remotos tempos para estudos anatômicos e fisiológicos. Com o avanço do conhecimento científico, muitas técnicas foram sendo aprimoradas e a utilização de animais na pesquisa científica proporcionou grandes avanços nas áreas médicas, biológicas e das ciências de uma forma geral. A partir do século XVIII surgiram idéias e propostas contrárias ao uso de animais. Em 1959, com a introdução do conceito dos 3Rs (Replacement, Refinement and Reduction - Substituição, Refinamento e Redução), a idéia da não utilização de animais para fins científicos e didáticos foi popularizada. No início da década de 1980 aumentou a pressão de defensores dos direitos dos animais contra o uso de coelhos pelas indústrias de cosméticos européias. Atualmente, a experimentação animal permanece necessária em áreas onde ainda não é possível substituir o uso de animais. A palestra discutirá questões como bioética, a existência de diversos grupos no mundo trabalhando na pesquisa de métodos alternativos, as Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs), obrigatórias em todas as instituições de ensino e pesquisa, O processo de validação e outras questões relativas ao planejamento dos experimentos, endo em vista a necessidade de encontrar alternativas à experimentação animal, que ainda parece necessária em vários campos da ciência.
- 03 de novembro de 2010
Proteínas: De volta para o futuro
Gilberto Domont (IQ-UFRJ)
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Resumo: As proteínas são macromoléculas efetoras que exercem funções de regulação, sustentação, defesa, catálise etc. Eram estudadas empregando técnicas clássicas de Química de Proteínas, substituídas, a partir da década de 80, por outras capazes de fracionar & isolar (por eletroforese em gel uni e bidimensional, cromatografia multidimensional e variações) e identificar proteínas em pequena ou larga escala (espectrometria de massa, EM, e biologia digital). Estas técnicas de análise – a Proteômica - permitem conhecer o proteoma de uma célula, ou seja, possibilitam estudar sistematicamente as proteínas expressadas em uma célula em condições definidas. Esta identificação de proteínas em larga escala por EM fornece uma ligação entre elas e seus genes codificadores e, em princípio, uma ligação entre a fisiologia celular e a genética. Hoje, sabemos que a vida é digital e, após conhecermos o código genético humano - talvez o único “software” que produz seu próprio “hardware” - genes podem ser digitalizados para serem sintetizados, automaticamente, por uma máquina, para vir a criar, sinteticamente, em futuro próximo, a vida. A palestra se propõe a reposicionar a Química de Proteínas no contexto da Proteômica e a importância desta para o conhecimento da vida e das doenças.

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17 de novembrol de 2010
Brasil, um estado laico ?
Roseli Fischmann (FE-USP & Univ. Metodista de São Paulo)
Resumo: Com a República iniciou no Brasil o regime de separação entre o Estado e as religiões, reiterado historicamente e também na Constituição Federal de 1988. A partir de novembro de 2006 e em 2007, intenso debate tomou a sociedade civil, incluindo a comunidade científica, frente a gestões da Santa Sé junto ao governo para que fosse assinado acordo bilateral. Quando da visita do papa, em maio de 2008, o presidente Lula afirmou que nada assinaria, por ser o Brasil um Estado laico, sendo louvado pelo gesto. Contudo, 18 meses depois, o presidente e uma comitiva visitaram o Vaticano, sendo ali assinado o mencionado acordo. Trata-se de concordata que viola o princípio da laicidade do Estado, com graves repercussões para a cidadania. Em 2009 houve a aprovação do acordo na Câmara Federal, em votação simbólica, em sessão tumultuada, depois de meses de debates conflituosos, incluindo projeto de Lei Geral das Religiões, em tramitação no Senado. No Senado, foi aprovado em 2 horas. Em 10 de dezembro foi ratificado no Vaticano, pelo Embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Qual laicidade vigora hoje no Brasil? Como a educação sofre as conseqüências, no tema do ensino religioso nas escolas públicas? E a ciência?
- 01 de dezembro de 2010
Museu Vivo da Amazônia - MUSA
Enio Candotti (UEA)
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Resumo: Amazonas – Manaus – Junto à área Urbana da cidade está a Reserva Florestal Adolpho Ducke. Uma mata primária, protegida e estudada pelo INPA há mais de 40 anos. É nesta floresta, que será instalado o Museu da Amazônia. A floresta... as águas... os peixes... os insetos... as aves...Os seres que nela encontramos, se alimentam, crescem, se reproduzem, se comunicam e participam de ciclos de vida únicos no planeta. Suas interações, lutas e cooperação, condicionam a fertilidade da terra e a exuberância do clima. A Amazônia é um verdadeiro laboratório científico natural e suas complexas interações reclamam ser decifradas. “VIVER JUNTOS” essa expressão é para o Musa mais que um imperativo de entendimento entre humanos e não humanos que aqui vivem, é o símbolo de um projeto de educação e solidariedade empenhado em promover o convívio dos cidadãos valorizando a convivência e o reconhecimento entre os saberes tradicionais e científicos. O Musa quer mostrar a natureza, lá onde ela vive e se reproduz, em tempo real. Registrar a cooperação entre plantas e formigas. Ver o que as abelhas vêem. Ouvir o canto dos pássaros. Observar o mundo com novo olhar, seguindo as trilhas das culturas indígenas que aqui viveram e ainda vivem. Num momento em que o mundo volta a atenção para a grande floresta, o Musa será a arquibancada de onde poderemos torcer e ver , ao vivo, o grande jogo da vida.
Confira a programação ocorrida em 2009 e os resumos das primeiras palestras:
- 04 de março de 2009
Uma breve história do Universo
Dr. Rogério Rosenfeld (Instituto de Física Teórica - UNESP)
Resumo: Estamos vivendo uma era de grandes descobertas com relação ao nosso vasto Universo. De fato, somos a primeira geração na Terra a possuir capacidade tecnológica para estudar cientificamente a estrutura, evolução e composição de nosso Universo. As observações obtidas nos últimos anos revelam surpresas ainda não totalmente compreendidas pela comunidade científica. Nessa palestra abordaremos os avanços nessa área e descreveremos um modelo para a evolução do Universo a partir de um estado muito quente e denso. Esse modelo, denominado Big Bang, é bem testado a partir dos primeiros minutos de sua existência. No entanto, épocas ainda mais próximas a um possível instante inicial não foram testadas e são assuntos de teorias especulativas, que serão brevemente mencionadas.
- 01 de abril de 2009
Nascente do Amazonas
Paulo Roberto Martins
- 06 de Maio de 2009
Clima Espacial: o que temos a ver com isso?
Dr. Clezio Marcos Denardini (Divisão de Aeronomia - INPE)
Resumo: Se você já ligou no canal do tempo para verificar a previsão do tempo e decidir se deve ou não levar o guarda-chuva ao sair de casa, possivelmente você é uma pessoa prevenida e eu recomendo que você assista a esta palestra. Hoje em dia, nossos carros possuem sistema de navegação por satélite. Propagandas na TV insistem que este é um item indispensável nas viagens e nas grandes cidades. Aviões usam esta técnica para mostrar em telões localizados a bordo onde você está agora. Rebocadores de plataformas de petróleo posicionadas ativamente usam o sistema de navegação por satélite para se posicionarem. Em fim, não é querer comparar a popularidade dos equipamentos de orientação por satélites com o café pingado paulistano, mas estes equipamentos parecem estar cada vez mais entrando em nosso cotidiano. Então, como saber se estes sistemas de orientação por satélites estão funcionando adequadamente? Estarão corretos dentro das próximas horas, ou dias? A resposta para estas perguntas é simples: pesquisa científica e modelos capazes de prever fenômenos espaciais que afetem o ambiente onde os satélites estão localizados.
Felizmente, as pesquisa científica começou há mais de 40 anos no Brasil e, recentemente, começamos um programa de estudo e monitoramento do clima espacial no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Nesta palestra esclareceremos o que é o Clima Espacial, mostraremos algumas respostas do ambiente espacial às contínuas mudanças dos fenômenos solares (atividade solar). Falaremos do comportamento do Sol, do espaço interplanetário, do campo magnético terrestre (Magnetosfera) e da natureza da atmosfera. Mostraremos explosões e ejeções solares que injetam grande quantidade da massa e energia no meio interplanetário, formando o vento solar e seus transientes, alcançando a Terra e provocando tempestades geomagnéticas. E, por fim, apresentamos os produtos que estão disponíveis em português na internet para que o cidadão brasileiro acompanhe as previsões do clima espacial.
Clique aqui e assista esta palestra. Basta usar o navegador Explorer.
- 01 Julho de 2009
Buracos Negros: rompendo os limites da ficção
Dr. George Emanuel Avraam Matsas (Instituto de Física Teórica - UNESP)
- 05 de agosto de 2009<br>
O livro dos mortos
Dr. Antonio Brancaglion Jr (Museu Nacional-UFRJ)
- 07 de novembro de 2009
Ossos contam histórias
Sheilla M. F. Mendonça de Souza
- 04 de novembro de 2009
LHC
Erica Polycarpo
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