Palestra: Química Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável
Palestrante: Cássia Curan Turci - Doutora - Professora Associada/ diretora do Instituto de Química UFRJ
“Hoje em dia, poucos químicos dedicam-se a entender os fenômenos que afetam a nossa natureza, estudo este que poderia produzir uma melhor qualidade de vida para toda a sociedade”- afirma a Profa. Cássia Curan Turci, professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A sociedade hoje está cada vez mais consciente de que “o planeta” tem um limite para assimilar a poluição e os rejeitos. Portanto, é natural que cada vez mais sejamos cobrados para adotarmos uma postura ambiental, que possibilite a redução e a dispersão de substâncias tóxicas, o desenvolvimento de processos de reciclagem de resíduos e subprodutos, a redução de energia e a maximização da utilização de recursos renováveis na indústria.
A palestra procurará elucidar as reações químicas que ocorrem na biosfera (hidrosfera, litosfera e atmosfera) e as suas interfaces, principalmente aquelas que podem afetar a saúde humana, tais como as que provocam intoxicação por metais, que afetam o sistema respiratório, entre outras. Dentre os principais problemas ambientais serão destacados:
a) os elementos químicos e a biosfera;
b) o uso errôneo e abusivo de substâncias químicas;
c) a atmosfera terrestre e as suas funções;
d) a poluição do ar;
e) a poluição e a contaminação das águas;
f) aspectos toxicológicos dos metais; e
g) a coleta seletiva de lixo.
Além disso, a palestra pretende mostrar que a preocupação com a preservação do meio ambiente não é, como muitos pensam, um movimento recente de conscientização popular, nem um modismo científico. Historicamente, a preservação ambiental surgiu, conjuntamente, com a devastação ambiental. Não foi, porém, senão na década de 60, graças à mobilização popular e o apoio dos meios de comunicação, que o assunto atingiu proporções globais, entrando nos lares e fazendo com que matérias aparentemente complexas, tais como o uso de agrotóxicos ou a contaminação por mercúrio, fossem tratadas com familiaridade até mesmo por leigos.
Por exemplo, após a Segunda Grande Guerra, os efeitos da bomba atômica acordaram o homem para a sua capacidade de destruição, levando-o a preocupar-se com o desenvolvimento de armas nucleares. “No Brasil, sem um plano diretor responsável, sensível às peculiaridades regionais e, principalmente sem a contribuição das universidades e da iniciativa privada na solução dos problemas ambientais, a sociedade brasileira poderá presenciar, a curto prazo, um sério comprometimento da sua qualidade de vida.” - destaca a Profa. Cássia.